No próximo dia 9 de Julho pelas 12 horas realizar-se-à mais um workshop “A caminho da recuperação do stress”, o 2º a realizar na Escola de S. Mamede de Infesta, destinado aos professores da referida escola.
Este blog resulta do trabalho de investigação que tenho vindo a realizar no âmbito do meu doutoramento em ciências do trabalho.
Há cerca de 20 anos que trabalho na área dos recursos humanos, essencialmente vocacionada para o desenvolvimento de competências comportamentais fundamentais para o bom desempenho profissional. No entanto, sempre me interessou analisar a pessoa como um todo, nas suas vertentes profissional, pessoal, familiar, emocional, social, etc…
Neste sentido, decidi investigar de que forma o tempo-para-além-do-trabalho influencia o tempo-no-trabalho. Mais detalhadamente, a minha investigação pretende estudar a forma como os trabalhadores recuperam do stress do dia de trabalho e como esse estado de recuperação influencia o seu desempenho profissional.
Segundo Hobfoll, durante o trabalho os individuos gastam recursos pessoais, tais como recursos mentais, psicológicos, físicos emocionais entre outros. É durante os tempos livres, quando o indíviduo se afasta dos contextos profissionais, que ocorre o processo de recuperação destes recursos gastos. Mas como é feita essa recuperação?
A forma como cada um de nós recupera é um processo indivídual, isto é, a mesma actividade de tempos livres pode ser muito recuperadora para um indivíduo e, para outro, ser causadora de um maior desgaste de recursos. Então, o que interessa não é a actividade em si mas sim o processo psicológico que está subjacente à actividade.
Segundo Sabine Sonnentag há 4 processos psicológicos que poderão aumentar a probabilidade de recuperação de recursos durante os tempos livres. A saber:

- O envolvimento em actividades que impliquem relaxamento (ex: meditação, caminhadas, leitura,etc…);
- O envolvimento em actividades que permitam o afastamento psicológico do trabalho, isto é, permitam que o indivíduo não pense no trabalho;
- O envolvimento em actividades que impliquem o desenvolvimento de competências pessoais (ex: Um curso de uma língua estrangeira, desporto, etc…)
- E a possibilidade de controlar o seu próprio tempo livre.